Cláudia Cacho, primeira general do Exército, passa a chefiar hospital no DF nesta segunda; conheça trajetória incomum da militar

  • 12/04/2026
(Foto: Reprodução)
Exército tem a primeira mulher general da história A promoção da médica Cláudia Lima Gusmão Cacho ao posto de general de brigada marcou um feito inédito no Exército Brasileiro: pela primeira vez em quase quatro séculos de história, uma mulher chegou ao generalato da Força Terrestre. O marco, no entanto, vai além. Além de ser a primeira mulher general, Cláudia construiu carreira fora da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) – berço da maioria dos oficiais-generais e responsável pela formação da linha combatente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Cláudia ingressou no generalato no fim de março, quase 30 anos depois de ter entrado na Força como médica em 1996. Na época, ela fez um concurso público específico para a área de saúde. Nesta segunda-feira (13), Cláudia assume a direção do Hospital Militar de Área de Brasília. Entenda abaixo como foi a trajetória de Cláudia no Exército – e por que ela se destaca em relação aos demais generais da corporação. Pioneira no serviço militar feminino deve se tornar primeira general do Exército Carreira no Exército Historicamente, a maioria dos generais do Exército Brasileiro vem da chamada carreira combatente, considerada o núcleo duro da Força Terrestre. Esses oficiais se formam na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) em Resende, no Rio de Janeiro, após passarem pela Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). A entrada é por concurso público. A formação dura cerca de cinco anos. Os oficiais combatentes integram as seguintes armas, quadros e serviços: Infantaria Cavalaria Artilharia Engenharia Comunicações Intendência Quadro de Material Bélico São eles que, ao longo da carreira, comandam pelotões, companhias, batalhões, brigadas e divisões. A general Cláudia seguiu um caminho distinto do tradicional. Ela integra a área de Saúde do Exército, formada por profissionais que ingressam já com formação civil, por concurso público. Os aprovados passam por formação militar na Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (EsFCEx), em Salvador, na Bahia. Antes de 2022, a formação ocorria na Escola de Saúde do Exército (EsSEx), no Rio de Janeiro, que foi incorporada à EsFCEx. A missão principal desses oficiais é garantir a assistência à saúde da tropa, administrar hospitais militares, atuar em missões humanitárias e integrar operações nacionais e internacionais. Além da saúde, profissionais de áreas como direito, administração e economia, entre outros, podem ingressar no Quadro Complementar de Oficiais (QCO), também por concurso. Nesses casos, a carreira se limita ao posto de coronel. É possível ter uma general combatente? A presença feminina na formação combatente é recente no Exército. Somente em 2018, a instituição passou a admitir mulheres na Aman, com a entrada das primeiras 33 cadetes na linha de ensino militar bélico. Até então, elas estavam restritas a áreas técnicas, administrativas e de saúde. Como o generalato exige cerca de 30 a 35 anos de carreira, ainda não houve tempo suficiente para que essas oficiais combatentes cheguem aos postos mais altos da hierarquia. Por isso, não há hoje nenhuma general mulher formada pela Aman — cenário que ainda deve levar décadas para mudar. Mas um spoiler: pode haver em breve uma engenheira general. Segundo o Exército, já há mulheres do Quadro de Engenheiros Militares (QEM), formado por oficiais do Instituto Militar de Engenharia, que podem se tornar aptas ao generalato nos próximos anos. Quem é Cláudia Cacho? Cláudia Lima Gusmão Cacho pode ser a primeira general do Exército Brasileiro. Ana Lídia Araújo/g1 DF Cláudia entrou no Exército aos 27 anos. Formada em medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE) aos 22 e já especializada em pediatria, ela soube da oportunidade para mulheres da área de saúde quase por acaso, por meio de um vizinho militar. Na época, ela morava em Goiânia. Trinta anos depois de participar do primeiro movimento de abertura às mulheres no Exército, a coronel médica foi indicada pelo Alto Comando do Exército para promoção ao posto de general de brigada. "Me senti muito honrada, muito reconhecida. Porque não é um trabalho de um dia, dois. São 30 anos dentro da força. Representatividade também. São palavras que me vêm a cabeça", disse a coronel. No Exército, a primeira turma de formação envolvendo mulheres foi aberta em 1992, na Escola de Administração, com 49 alunas. Quatro anos depois, em 1996, a Força Terrestre criou o serviço militar feminino voluntário para profissionais de saúde — quando Cláudia iniciou a carreira. Ao longo da carreira de quase 30 anos, Cláudia serviu em diversos estados do país: Rio de Janeiro, Rondônia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal. Cerimônia de incorporação feminina ao serviço militar em Brasília LEIA TAMBÉM: MULHERES NA FAB: a rotina da sargento e da tenente que comandam missões aéreas que salvam vidas ANTES TARDE...: Mulheres são incorporadas às Forças Armadas pelo serviço militar pela primeira vez No mesmo ano em que Cláudia pode se tornar a primeira general do Exército, a instituição também incorporou as primeiras mulheres no serviço militar inicial como soldados — 1.467 pioneiras em 13 estados e no Distrito Federal. Até então, o posto de soldado não existia para mulheres. Elas ingressavam apenas para as escolas de formação de carreira, por concurso público, ou como militares temporárias por seleção curricular. A cerimônia de incorporação em Brasília foi no primeiro dia útil de março, o mês da mulher. Segundo o Exército, durante o primeiro semestre de 2025, cerca de 33 mil jovens se alistaram. No ano passado, pela primeira vez, seis mulheres foram promovidas à graduação de subtenente, o posto mais alto entre as praças. Ao falar com jovens que pensam em seguir carreira militar, ela destaca o caráter da profissão. Para Cláudia, o primeiro passo é acreditar na própria capacidade. "A profissão militar é muito nobre e é desafiadora também. [...] O Exército é composto de profissionais competentes, responsáveis, dedicados e são atributos que não têm gênero", aconselha. A coronel também destaca a importância da preparação física, mental e emocional e reforça valores que considera fundamentais na carreira militar: "Lealdade, camaradagem, espírito de corpo, saber trabalhar em equipe, isso é fundamental." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

FONTE: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2026/04/12/claudia-cacho-primeira-general-do-exercito-passa-a-chefiar-hospital-no-df-nesta-segunda-conheca-trajetoria-incomum-da-militar.ghtml


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