Lucro da Meta dispara 264% e chega a R$ 324 bilhões no 3º trimestre; redes sociais concentram receita
21/10/2026
(Foto: Reprodução) Meta recebeu mais de R$ 290 milhões de campanhas
Entre julho e setembro de 2026, a Meta registrou lucro líquido de US$ 9,86 bilhões (R$ 49,3 bilhões), alta de 264% em relação ao mesmo período de 2025. Nos mesmos três meses, a receita somou US$ 64,60 bilhões (R$ 324,2 bilhões), avanço de 26% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado.
Dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, a companhia divulga os resultados financeiros dessas plataformas de forma agrupada, na divisão chamada Family of Apps (Família de Aplicativos). Entre julho e setembro, o segmento faturou US$ 64,16 bilhões (R$ 320 bilhões), o equivalente a cerca de 99% da receita total da empresa.
A maior parte desse valor veio da publicidade, que respondeu por US$ 63,06 bilhões (R$ 315 bilhões). Os US$ 1,10 bilhão (R$ 5,5 bilhões) restantes foram obtidos com outras fontes de receita.
O avanço da publicidade foi impulsionado tanto pelo aumento do número de anúncios exibidos quanto pela alta dos preços.
Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, as impressões de anúncios — ou seja, o número de vezes que as propagandas foram exibidas — cresceram 10%. Já o preço médio por anúncio subiu 14%.
Em setembro, a família de aplicativos da Meta reuniu, em média, 3,64 bilhões de usuários ativos por dia, alta de 3% em relação ao mesmo mês de 2025. O indicador considera o conjunto das plataformas, sem detalhar o número de usuários de cada aplicativo individualmente.
O lucro operacional da divisão, que mede o resultado das atividades do negócio antes de juros e impostos, foi de US$ 17,12 bilhões (R$ 85,6 bilhões) no trimestre.
O valor inclui um encargo extraordinário de US$ 9,89 bilhões (R$ 49,45 bilhões) relacionado a um acordo com procuradores-gerais de 52 estados dos Estados Unidos, em processos sobre saúde mental de adolescentes.
O trimestre foi afetado pelo encargo judicial, enquanto a empresa mantém investimentos elevados em infraestrutura para inteligência artificial.
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Principal foco da Meta é a IA
A é a principal prioridade estratégica da Meta e um dos motores de crescimento da companhia.
No terceiro trimestre, o presidente-executivo da empresa, Mark Zuckerberg, anunciou o lançamento do Muse e do Muse Wonder, descritos como os primeiros modelos de ponta de IA da companhia.
Segundo a Meta, o período também foi marcado por avanços em direção ao objetivo de oferecer “superinteligência pessoal para todos”.
Os investimentos em IA já contribuem para o crescimento da receita publicitária, segundo a empresa, ao ampliar o engajamento dos usuários, melhorar as recomendações de conteúdo e tornar a exibição de anúncios mais eficiente.
A Meta afirma que a combinação desses ganhos com o desenvolvimento de novos modelos e produtos pode sustentar um forte crescimento da receita ao longo de 2027.
Para isso, a companhia pretende continuar investindo em capacidade computacional, treinamento de modelos e expansão de sua infraestrutura tecnológica.
A empresa estima gastar entre US$ 135 bilhões (R$ 675 bilhões) e US$ 145 bilhões (R$ 725 bilhões) em investimentos de capital em 2026, incluindo recursos destinados à infraestrutura de IA.
A Meta também aprovou a criação de ações ordinárias de Classe C, sem direito a voto, como parte de sua estratégia de financiamento de longo prazo.
Ao mesmo tempo, planeja reduzir gradualmente as perdas da Reality Labs, divisão ligada a tecnologias de realidade virtual e aumentada, com previsão de prejuízo operacional de cerca de US$ 15 bilhões (R$ 75 bilhões) em 2027, enquanto redireciona recursos para suas prioridades, especialmente a inteligência artificial.
o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025.
REUTERS/Carlos Barria