Projeto estuda efeitos das altas temperaturas e busca soluções para reduzir impactos em Teresina
22/09/2026
(Foto: Reprodução) Projeto estuda efeitos das altas temperaturas e busca soluções para reduzir impactos em Teresina
Vinicius Assis/g1
Um projeto foi criado para estudar os efeitos do calor extremo na saúde da população, em Teresina, e as formas de reduzi-los. A iniciativa terá duração de dois anos e vai analisar as áreas da cidade mais expostas ao calor e os grupos que podem sofrer mais com as mudanças climáticas.
O estudo vai identificar as regiões com temperaturas mais elevadas e cruzar essas informações com dados de saúde e indicadores sociais. O objetivo é localizar áreas mais vulneráveis e auxiliar os serviços de saúde no planejamento para períodos de calor intenso.
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A Fundação Municipal de Saúde (FMS), em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI), participa do projeto “Calor Extremo e Saúde nos Ciclos de Vida em Teresina”, que faz parte do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde: Clima), do Ministério da Saúde.
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Segundo a FMS, as atividades serão desenvolvidas em diferentes serviços da rede municipal, como unidades básicas de saúde, atendimentos especializados e setores responsáveis pelo monitoramento e pela prevenção de doenças.
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Calor pode afetar grupos diferentes
O estudo também vai analisar os efeitos das altas temperaturas em diferentes grupos da população, como gestantes, mulheres no climatério e idosos, especialmente aqueles com maior risco de desenvolver problemas renais.
Segundo o médico da FMS, Breno Noah, o projeto vai investigar situações específicas relacionadas à exposição ao calor extremo.
"No climatério, por exemplo, o estudo observará a relação entre altas temperaturas e sintomas como fogachos, alterações do sono e possíveis repercussões cardiovasculares e na saúde mental", explicou.
Outra frente do projeto será monitorar doenças transmitidas por insetos e outros animais que podem ser influenciadas pelas condições climáticas. Para isso, serão analisados em conjunto dados de temperatura, presença de mosquitos e registros de doenças.
Medidas para proteger a população
Na área da assistência, serão elaboradas orientações para auxiliar os profissionais de saúde no atendimento de pessoas afetadas pelo calor extremo. As medidas devem incluir o acompanhamento de gestantes, mulheres no climatério e idosos com risco de problemas renais.
O projeto também pretende avaliar medidas capazes de reduzir as temperaturas nas áreas urbanas, como a ampliação da arborização e a preservação da biodiversidade.
Além disso, os pesquisadores vão identificar estratégias adotadas pelas comunidades para enfrentar os períodos de calor intenso.
“Queremos transformar o conhecimento produzido em ações concretas para proteger a população dos efeitos do calor extremo e fortalecer a capacidade de resposta da rede de saúde”, afirmou Breno Noah.
O programa contará com cinco grupos de trabalho, cada um formado por 12 bolsistas. Ao todo, serão 60 participantes, entre estudantes, professores e profissionais da rede municipal de saúde. Alunos de dez cursos da UFPI também participarão das atividades.
*Yngridy Vieira, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.
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