Suspeito de matar ex-namorada a facadas na frente do filho em Barretos, SP, é preso
04/11/2026
(Foto: Reprodução) Euripedes Pinto de Carvalho, de 43 anos, suspeito de matar a facadas a ex-namorada Alessandra Carolino da Silva, de 44, foi preso na tarde desta quarta-feira (4), em Barretos (SP). Segundo a Polícia Civil, ele foi encontrado em uma rua do Centro, perto da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), e não resistiu à prisão.
Ele era procurado desde domingo (1º), quando Alessandra foi atacada perto da casa da mãe, no bairro Cecap, na frente do filho de 6 anos e de uma sobrinha de 11. Segundo a delegada Denise Paro, responsável pela investigação, a prisão temporária de Euripedes foi decretada algumas horas depois do crime.
🔍 Prisão temporária: prisão decretada durante a investigação. Em crimes hediondos, como o feminicídio, pode durar até 30 dias, prorrogáveis por mais 30.
Levado à DDM, Euripedes prestou depoimento. Segundo a delegada, ele “não demonstrou nenhum tipo de arrependimento” e alegou ter sido traído por Alessandra, situação que, de acordo com ela, “não foi comprovada”. O g1 não conseguiu identificar quem faz a defesa dele até a última atualização desta reportagem.
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Euripedes Pinto de Carvalho, de 43 anos, é procurado pela polícia, suspeito de matar Alessandra Carolino da Silva a facadas em Barretos (SP)
Redes Sociais
De acordo com a delegada, Euripedes se escondeu depois do crime.
“Após o crime, ele estava se ocultando e, já acreditando que estava com a prisão decretada, ficou em local incerto”, afirmou.
Alessandra foi esfaqueada no meio da rua quando saía da casa da mãe com as crianças, segundo a polícia. Ela foi levada pelo Corpo de Bombeiros à Santa Casa, mas morreu no mesmo dia.
A investigação segue para a conclusão do inquérito policial. Depois, o caso será enviado ao Ministério Público e à Justiça.
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Relembre o caso
Alessandra e Euripedes começaram a namorar em junho, segundo apurou a EPTV, afiliada da TV Globo. O relacionamento durou pouco.
De acordo com a delegada, Alessandra decidiu terminar por causa da postura agressiva e controladora dele, mas Euripedes não aceitou o fim. Ainda segundo a delegada, ele passou a persegui-la, mandava recados, inclusive por meio de outras pessoas, e insistia para reatar.
A EPTV apurou que ele já tinha agredido Alessandra e que ela escondia da família os detalhes da situação.
Alessandra Carolino da Silva, de 44 anos, foi esfaqueada perto da casa da mãe e morreu na Santa Casa de Barretos (SP)
Reprodução/Redes Sociais
Alessandra registrou boletim de ocorrência contra Euripedes e pediu medidas protetivas de urgência, segundo a delegada. Ele, porém, não foi localizado para ser intimado.
O ataque
O crime ocorreu no fim da manhã de domingo. Segundo a delegada, Alessandra saía da casa da mãe com o filho e a sobrinha quando foi surpreendida por Euripedes. Ela levou um golpe, caiu e foi atingida por diversas facadas. O suspeito fugiu.
As crianças voltaram para a casa e avisaram a avó.
Quando a Polícia Militar chegou, Alessandra estava caída e inconsciente, segundo o boletim de ocorrência. Os policiais encontraram um pedaço da lâmina de uma faca no local.
Segundo o relatório médico citado no boletim, ela chegou à Santa Casa de Barretos em parada cardiorrespiratória e com vários ferimentos no tórax. A morte foi confirmada às 19h15. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), que vai apontar a causa da morte.
Histórico do suspeito
A EPTV apurou que existem 11 inquéritos e 32 processos em nome de Euripedes, entre eles por homicídio, furto, lesão corporal, dano, uso de droga, vias de fato, receptação e tráfico. Ele foi condenado em 2015 por um homicídio cometido em 2012.
O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica. O boletim também cita o aumento de pena previsto quando o crime é cometido na presença de filhos ou pais da vítima.
Com o inquérito concluído, o Ministério Público decide se denuncia Euripedes e por qual crime. Se a Justiça aceitar a denúncia, ele passa a ser réu.
Em crimes contra a vida, como o feminicídio, o juiz decide depois se o réu será levado a júri popular.
Pelo Código Penal, a pena para feminicídio é de 20 a 40 anos de prisão. Ela pode ser aumentada de um terço até a metade quando o crime é cometido na presença de descendente ou ascendente da vítima.
Como denunciar
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas, é gratuita e aceita denúncias anônimas. Em situações de emergência, a orientação é ligar para o 190, da Polícia Militar.
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